27 de julho de 2011

O Drama da sopa - os episódios seguintes

... E depois a Teresa fez oito meses e viemos de férias e no primeiro dia de férias esteve com diarreia. E a mãe pensou, mau... E depois fez uma canja de arroz com muito arroz e cenoura, e nada de cebola e com franguinho do campo, e passou tudo muito bem passadinho e depois deu à Teresa...
E a teresa comeu os primeiros 90ml da sopa como se sempre tivesse comido sopa, de boca aberta e a engolir tudo na perfeição sem tosses nem espirros nem mais nada. Comeu tudo tão bem que a mãe acabou por lhe dar os restantes 90ml de sopa e assim, como se não houvesse um passado para trás a Teresa comeu 180ml de sopa.
As refeições seguintes foram iguais até que aquela sopa acabou e a mãe fez outra igual mas com perú e com 100gr de feijão branco demolhado. E a Teresa comeu tudo outra vez. Depois outra igual mas novamente com frango e com espinafres para ver como corria, e mais uma vez tudo comido.
E depois esta sopa acabou e a mãe resolveu evoluir para uma sopa mais sopa e fez uma com batata doce, abóbora, nabiça e courgette e pato, e continua a comer bem, nem sempre os 180ml de sopa mas mais do que os 150ml.
Por isso e até ver, a peste para comer sopa foi de férias, tal como nós. De resto os iogurtes continuam no topo da lista e os biberons de papa também. A fruta só se for a que eu estou a comer, porque a mesma feita em papa e dada a colher já não vai tão bem.
Passou a comer bolachas e pão sem se  atrapalhar com as migalhas e já começou a gatinhar para a frente, embora ainda a medo.
Finalmente já se consegue sentar sozinha levantando-se quando está deitada, e já nos pregou o primeiro grande susto ao cair da cama dos pais depois de gatinhar até à beira, o que lhe deu direito a uma ida às urgências, mas felizmente foi só o susto. Engraçado é a Mafalda também ter caído da cama com 8 meses (gene é gene).
Hoje deu o seu primeiro mergulho na piscina, com direito a cabeça na água e tudo. Adora a água e gosta muito de dar aos pés mas a água na cara ainda lhe faz muita confusão.
Também passou a tomar banho comigo e com a Mafalda, ritual a que ela se está a habituar embora ache um pouco estranho ver a mana a dar-lhe banho. Também estranha o chuveiro embora não se assuste como a Mafalda se assustava.
E com tudo isto a Mafalda está sempre a dizer: "mãe a nossa mana é tão querida, tão querida que eu até gosto dela."
E eu sorrio por fora e ainda mais por dentro, e agradeço a vida que tenho, porque sou feliz.

13 de julho de 2011

Da Mafalda

Ontem pela primeira vez a Mafalda tomou banho sozinha. Já por vários dias me dizia que já era crescida e que já sabia tomar banho sozinha, por isso ontem acedi.
Meteu-se debaixo do chuveiro, lavou o cabelo e o corpo todo, mesmo atrás das orelhas, depois o amaciador e o óleo e estava bem lavadinha.
Inchadas de orgulho, ela e eu! Mais um degrau da autonomia vencido.
Segue-se a fralda da noite, que ela insiste em querer tirar embora todos os dias acorde com ela suja. Está prometido para as férias, que é para eu ter mais disponibilidade para gerir os acidentes e as suas consequências.
Quanto ao vestir, já há um ou dois meses que me aparece todos os dias vestida (e bem), menos aos fins de semana que esses são sagrados.
Não me posso queixar, com 3 anos e meio ela já pouco tem de bebé e é uma grande companheira e uma grande "ajudanta" como ela diz.

11 de julho de 2011

A prenda da Bia

A minha sobrinha fez 2 anos! GRANDE! Vai daí que tirei a cebeça e as mãos dos convites de casamento para fazer a prenda dela.
Recebi no fim da semana passada mais uma encomenda de tecidos dos EUA e um deles tinha mesmo a cara dela.
O modelo base é o Pillowcase Dress, na sua versão mais simples.
Como não queria fazer um vestido, acabei por usar uma das camisolas da Mafalda para servir de modelo e conseguir ficar com as dimensões certas para uma túnica.
My niece turned 2 this weekend! So I took my head and my hands out of the wedding invitations to make her birthday gift.

Last week i recived my fabrics from U.S. and one of them was just perfect for her.
The base model is the Pillowcase Dress, in its simplest version.
But I didn't want to make a dress, I wanted a shirt so I ended up using one of Mafalda shirts to model and to get the right dimensions.



Acrescentei uma borboleta de tecido, feita com fuxicos e nas antenas fita de cetim em preto. I added a fabric butterfly
I fiz um bordado na fita de algodão, só para quebrar um pouco o contraste de cores. I added a machine embroidery on the cotton ribbon, just to break the color contrast.

7 de julho de 2011

Wedding Invitations... Convites de Casamento

Organizar um casamento tem muito que se lhe diga, e uma das coisas mais dificeis é fazer com que o casamento seja "nosso", reflexo de quem somos, dos nossos gostos particulares e das coisas que nos unem enquanto casal.
Encontrar o sitio ideal não foi dificil, temos uma ideia semelhante daquilo que queremos para o casamento.
Dificil foi mesmo encontrar o modelo certo de convite de casamento, original mas suficientemente formal, que pudesse ser feito por nós mas mantivesse a elegância e distinção do momento a que se destina, e que fosse aquele convite que as pessoas olhasses e dissessem, é mesmo deles.
Vai daí que depois de muitos testes e experiências o resultado chegou com o nivel de satisfação que se pretendia.
Organizing a wedding has a lot to be said, and one of the hardest things is to make it  a reflection of who we are, our particular tastes and the things that unite us as a couple.
Finding the perfect place was not hard, both of us have a similar idea of ​​what we want for our wedding.
But the wedding invitation sure was hard to find! We wanted the perfect wedding invitation: unique but sufficiently formal, that could be done by us but kept the elegance and distinction of the moment, and that was THE invitation that people would look and say, yeah it's all them.
And so after many tests and experiments we got the formula and reach the level of satisfaction that was intended.

A frente do envelope. Fita de tule dourado e flor de tecido (fuxico de 5 pétalas), centro da flor em esferovite pintada e forrada a tule. Os nomes dos convidados são escritos à mão, também a dourado com uma caneta da Sakura que é absolutamente viciante de tão interessante que é.
The front of the envelope. Tape golden tulle and fabric flower.  Flower center made with painted foam and lined golden tulle. The names of the guests are written by hand, also with a gold pen from Sakura.
 Pormenor da Flor. Fabric flower detail
 As costas do envelope com a fita de tule dourado. Back envelope with golden tulle
 O convite propriamente dito. No total tem 6 camadas: cartão, tecido, entretela, cartão, entretela e novamente tecido. O tecido de fora é um Kona Bay da colecção Flight of the Dragonflies, tem uns contornos dourados em alguns pontos das flores e é simplemente magnifico. Tem as minhas cores! Não podia ser mais meu, o lado dele é a sobriedade com que o resto do convite está elaborado. O convite tem vários tipos de letra diferentes, um para os nomes dos pais, outro para a fraze intercalar e algumas palavras de texto, uma para o nosso nome, e outra para a localização, hora e dia do casamento, bem como para os nossos contactos. Dá-lhe um ar jovem e dinâmico mas mantêm-lhe a elegância sem ser clássico.
The invitation itself  has 6 layers: cardboard, fabric, interfacing, cardboard, interfacing and fabric again. The outside fabric is a Kona Bay from the Flight of the Dragonflies collection, it has a golden outline of the flowers on some points and is simply magnificent. It has my colors!  The invitation has several different letter  fonts, one for the parents' names, one for the middle fraze and for a few words of text, one for our names, and one for the location, time and day of the wedding, as well as for our contacts. It's gives a young and dynamic look but keep it elegant without being too classic .


 Um pormenor da lateral. Cartão cosido no tecido com persponto roxo. Debrue a toda a extensão do convite com linha metálica em dourado.
A detail from the side. Card  sewn into the fabric with purple thread. The invitation is all overcast with golden metallic thread.

 As costas do convite são de um tecido roxo, ligeiramente manchado em tons alternadamente mais claros e mais escuros que lhe confere um dinamismo prórprio e permite um acabamento exemplar do convite.
The back of the invitation is a purple fabric, slightly stained in tones alternately lighter and darker giving it a dynamic finishing.

Agora multipliquem isto por 60 convites...Now multiply this by 60 invitations
Tenho estado ocupada, tenho, tenho... Até mais logo que só ainda tenho 20 feitos e ainda me faltam... 40!!!!
I have been busy, busy, busy ... See you later, i have only 20 made and I still have more to do ... 40!!

Vou passar a fazê-los para quem quiser por encomenda. É so mandarem um mail.
I'll be selling this kind of wedding invitations by order. If you're interested send me an email.

4 de julho de 2011

Do velho se faz novo...

Podia ser um post sobre reutilização mas não é. É um post de opinião. Da minha opinião. E parte daqui. Vale a pena ler, embora não traga quase nada de novo pelo menos faz-nos pensar.
Eu não acredito da igualdade dos sexos. Ninguém me convence que é possivel atingir essa igualdade. Os géneros são diferentes, e a diferença começa na biologia, no próprio código genético.
Homens e Mulheres são semelhantes mas não iguais. Biologicamente estão predispostos a capacidades diferentes, têm metabolismos diferentes, a forma como o cérebro funciona é diferente. Igual só mesmo o facto de termos um corpo constituido por cabeça, tronco e membros, e pescoço para os mais exigentes.
E se a biologia é, por si só, suficiente para fazer a diferença entre sexos, ainda mais o é a educação.
Eu fui educada para fazer tudo. Talvez por ser a terceira filha dos meus pais, não padeci da educação dita "tipica" de rapariga, até porque o meu pai sempre fez questão de nos ensinar tudo, por igual, independentemente de sermos filhos homens ou mulheres. Foi o meu pai que nos meus 12 anos me ensinou a usar uma espingarda de caça submarina e me deixou partir livremente com ela para o mar, foi o meu pai que nos pôs um rolo e um tabuleiro de tinta nas mãos para pintarmos a casa, foi o meu pai que nos ensinou a entrarmos e a saírmos do mar sem perigo, e poucas pessoas tiveram a sorte de serem bem treinadas nas águas das praias do Meco em dias de bandeira vermelha.
Por ser a terceira, não posso dizer que tenha sentido uma grande diferença entre a minha educação e a do meu irmão. Excepto no que respeita à convivência com o sexo oposto e por razões culturais que embora tenham a minha discordância, considero aceitáveis dada a educação que eles próprios tiveram.
Por outro lado, a minha educação foi fortemente marcada pela presença quotidiana da minha avó, que, bem ao estilo do inicio do século XX, sempre se esforçou para que tanto eu como a minha irmã fossemos, no futuro, donas de casa exemplares, e de facto aprendemos a fazer tudo, embora na verdade pouco ou nada tivessemos que fazer em casa. Já o meu irmão foi resguardado, porque homem não limpa, não cose botão, não cozinha.
Apesar de ter nascido nos finalmentes da década de 70, conheci poucos (mesmo muito poucos) homens que tivessem sido educados para uma vida a dois baseada na igualdade entre géneros, que estivessem prontos para desenrascar uma refeição sofrivel, que soubessem pegar num ferro de engomar sem medo e não demorassem 20 minutos a engomar uma camisa, que soubessem mudar uma cama de lavado sem terem de estudar quantos ângulos tem a cama...
E existe uma outra variável na questão da igualdade de géneros num agregado familiar, que quanto a mim faz toda a diferença, que é nada mais do que a existência ou não de filhos e a quantidade deles.
Até porque os niveis de cansaço e a respectiva intolerância às desigualdades são, quanto a mim, directamente proporcionais ao numero de filhos que um casal tem a seu cargo.
Há quem defenda que o Homo sapiens enquanto espécie animal, evoluiu de tal maneira que perdeu os seus instintos. A mim parece-me que o que se perdeu foi a capacidade de reconhecer nalguns comportamentos,  reacções "irracionais" de instinto. Basta ver que o conceito de "casa" é interiorizado de forma diferente pelos dois géneros. Para os homens, basta que seja um abrigo para passar a noite longe das intempéries e dos predadores, interessa que seja de estrutura robusta e pouco mais. Já para as Mulheres a casa é o ninho, tem que servir uma série de propósitos e inconscientemente tem de servir o propósito de ser indicado para assegurar a segurança e protecção das crias, tem de ser confortável, ter espaço em quantidade suficiente, ser termicamente adequado e ventilado, tem de forrar chão e paredes para que fique tudo macio e suave, enfim... as analogias são infinitas.
Quantos homens é que vocês conhecem que, dentro da própria casa, não sabem em que lugar está guardado uma determinada coisa, nem tem de ser nada demasiado sofisticado, por exemplo em que armário estão arrumados os guardanapos, ou a roupa das crianças, ou as toalhas de por na mesa?!
Quantas de vocês já ouviram pedir a uma homem que vista uma criança e o resultado é de fugir. Não falo pela questão estética mas pela questão funcional. Nunca vos apareceu uma criança vestida para a cama com um pijama de meia estação quando a noite está é para manguinha curta e calções?!
E quantas vezes é que ouviram pedir uma coisa especifica e no máximo, 30 segundos depois, o homem perguntar em que sitio é que isso está, ou porque não sabe ou porque não está a ver.
Estas e outras situações são que baste para levar muitas de nós ao desespero, especialmente as que aspiram a uma divisão de tarefas equilibradas dentro do agregado familiar.
A própria questão da parentalidade é assimétrica e com papeis tão entranhados na biologia e na cultura que só ajuda a que a "igualdade" se torne cada vez mais um ideal utópico. Porque os recém nascidos são pequeninos e metem medo, podem-se partir, escorregam no banho, não se acalmam ao colo do pai, choram muito... Depois crescem e querem a mãe para tudo, estão sempre na cama dos pais, as noites que se dormem incompletas (quando se dormem) as vezes que se levantam, porque o sono dos Homens é sagrado e o de nós, mulheres e mães é sacrificável, porque a escola também não fica em caminho para o trabalho e têm de chegar a horas ao trabalho, porque o trabalho deles é sempre tão mais importante que o nosso, nós que lutamos a cada dia que passa pela tão amplamente discutida flexibilização e que nos esforçamos tanto para estar em todo o lado ao mesmo tempo, que chegamos atrasadas, que trabalhamos o trabalho de dois dias num dia só para podermos sair do trabalho a horas de irmos novamente à escola que não lhes fica em caminho. Já para não falar das idas ao médico que calham sempre tão mal, que podiam sempre ser a uma hora melhor, que desse mais jeito (embora nem eles saibam que hora é essa), enfim... podia estar aqui para sempre.
Eu percebo e sou até simpatizante desta causa igualitária entre géneros, que nasceu dessas grandes mulheres sufragistas que tanto mudaram as sociedades ocidentais. Que lutaram pelo direito de trabalharem em moldes iguais aos homens, que lutaram pelo direito de vestir o que bem lhes apetece, de beber e fumar, de viajar e de gastar o seu dinheiro onde e como bem o entenderem, que lutaram pelo direito ao voto entre tantos outros direitos. Que se cansaram de mudar o papel social da mulher, mas que se esqueceram que também o papel social do homem tinha de ser mudado, e não como consequência mais ou menos directa da mudança das mulheres.
E essa mudança social do papel do Homem já devia ter começado, e acredito mesmo que sim, embora com pouca expressão. Apesar de tudo parece que há quem tenha essa "igualdade" embora sejam, tanto quanto eu conheço, poucos.
E creio que passa um pouco por todos na educação que damos aos nossos filhos e às nossas filhas. Porque embora nos seja impossivel alterar a nossa biologia, podemos sempre alterar a forma como culturalmente nos identificamos.
Resta-me esperar que haja por aí mães de meninos em quantidade a educá-los para um futuro a dois baseado na partilha de responsabilidades (e não na divisão de tarefas), na parentalidade tal como a sonharam, integralmente e a dois, e no comprometimento mutuo por uma existência em familia, para que as minhas filhas possam conhecer essa vida a dois que esta geração ainda sonha conquistar.
Resta-me também esperar que as mães de meninas quebrem o estigma dos contos de fadas e dos principes encantados, porque somos só mulheres, com o tanto que isso implica e o que a vida nos dará é simplesmente um homem, com tudo o que de bom tem e com tudo o que de mau tem. Eduquemos também as nossas filhas com expectativas de futuro razoáveis.
Podemos já não ir a tempo de mudar a sociedade para nós, mas o futuro são também eles e por eles vale certamente a pena.

29 de junho de 2011

Da Transição e sua madrinha Instabilidade

Não gosto de coisas de transição. Nunca gostei. Nunca tive relações de transição, nem nunca me permiti estar em transição para o que quer que seja, não fiz periodos de transição com a entrada da Mafalda na escola nem com a Teresa na avó.
Gosto de mudanças, isso gosto. Gosto de mudanças que se fazem com o passo firme ainda que com alguma desconfiança do que nos espera mais à frente. Acredito que só a mudança tem força para nos mudar com o empenho que a própria mudança implica.
E ando desconfortável porque o país está mais do que em mudança, em transição. Estamos algures no meio do caminho entre cá e lá, entre o antes e o depois e não chegamos a lado nenhum.
Não gosto. E tenho muita dificuldade em me gerir assim.
A começar pelo trabalho. Já começo a ter alguma dificuldade em lidar com a histeria quase colectiva que se instalou e que parece ser cada vez mais alimentada por todos.
Não sou funcionária pública mas sou funcionária de uma empresa participada pelo estado. Mais, uma empresa em que o único accionista é o estado. E se já era mau termos por cá os senhores da troika a ensinar-nos o padre nosso, ainda pior é ter um conselho de administração que está de saída, já que o senhor Paços Coelho convenceu a maioria do eleitorado português.
Não sei trabalhar assim. Esta cultura portuguesa de esperar para ver e depois decidir leva-me ao limiar da loucura. E se por um lado é a própria administração a dizer que mantem-se em funções (activas) até ao fim, por outro parece que os directores não levam isto a sério e adoptam uma postura de "sim senhor" mas por trás adoptam a outra de "é melhor esperar para ver".
Acontece que eu preciso que alguém (de preferência alguém que seja bem pago para isso) tome decisões. O meu trabalho depende disso. E ao que parece estamos na fase da moeda, de um lado temos a cara e do outro temos a coroa. E preciso comprometimento de todas as partes, e como é sabido vivemos tempos em que achar alguém que se queira comprometer é ainda mais dificil do que encontrar Nª Srª de Fátima num Domingo no cimo de um monte.
Depois de uma semana (quase non-stop) reunida com o Conselho de Administração e com os Directores só me vem à cabeça que preciso de gritar.
E eu que até sou uma tipa calma dei por mim a ter de levantar a voz (só um bocadinho :-)) para o meu Director e para o Sr. Presidente do Conselho de Administração.
Os tempos são dificeis, é certo que sim. Mas se é para levarmos todos a paulada, para quê tanto secretismo com esta coisa das medidas de austeridade? Será que a primeira medida de austeridade passa pelo terrorismo emocional dos cidadãos? Seremos nós mais produtivos na dúvida e na incerteza? Encontraremos nós mais motivações para realizarmos as nossas tarefas com todo o nosso potencial por sermos hora sim hora sim assediados com a bandeirola da austeridade.
É sabido que é necessário cortar despesa. Bato palmas, já o deviamos ter feito à muito tempo e se me tivessem ouvido, da minha parte a empresa tinha poupado uns milhares de euros. Se resolvia? não, mas também não prejudicava. Até aqui a coisa tem sido pacifica, reduzimos os consumos, reduzimos aqui, reduzimos ali, reduzimos onde podemos até chegar a tal ordem da medida XPTO do Plano de austeridade do governo com a adenda XYZ do plano da troika, e chegarmos de vez ao corte de projectos e de despesas com o pessoal.
Mas até chegarmos lá eu preciso que por aqui se continue a trabalhar no hoje, aqui e agora.
Por isso digo que não gosto de transição. Preferia mil vezes ter já a nova administração e lidar com ela do que continuar neste sistema. Até porque já não consigo mais ouvir alguém a dizer-me: "bem... isso vamos ter de esperar para ver..."
Troca-se período de transição e incerteza por período de mudança e confiança. Alguém tem?

27 de junho de 2011

O Drama da Sopa - Os episódios seguintes

Depois do puré de feijão branco com pato foi a degustar o puré de batata com coelho, muito mais insipido do que o anterior. Resultados:
Round 3: Comeu metade da dose (70ml) entre protestos e tentativas de mandar a coisa fora.
Round 4: Comeu a dose toda sem protesto e ainda metade da papa de fruta (maçã, papaia e meio petit bledine natural)
De volta ao feijão com o pato a coisa regrediu. Resultado:
Round 5: se engoliu 30ml da coisa foi muito, mas em compensação marchou a papa de fruta quase toda.
Nos entretantos resolvi ser só eu a dar-lhe o comer. Normalmente esta refeição é dada pelo pai, por um lado porque achamos importante que os dois possam partilhar o momento da refeição, já que é a unica do dia em que ele está presente, e depois porque me liberta para os banhos da Mafalda e o nosso jantar.
Mas com toda esta relutância dela, e depois da consulta na pediatra, tenho tentado estar mais com ela. Não sei se ajuda ou não, porque a papa ela também a come lindamente se for o pai a dar-lhe.
Estou a mudar as variáveis para ver se acerto no resultado da equação.
Juro que quando ela nasceu, com aqueles 3600gr lindos, eu ainda acreditei que a cria fosse boa para comer. Mas assim que percebi que ela estava a perder peso (e perdeu quase 500gr) no hospital e que mamava muito pouco comecei logo a desconfiar que a menina é fina.
Preciso de muita paciência e muita vibração em modo Zen...

22 de junho de 2011

O drama da sopa...

A T. começou a comer sopa aos 4 meses. Tinha o peso no percentil 25 (ainda tem) e o perimetro cefálico algures entre o 5 e o 10. A pediatra não gostou dos indicadores embora a criança estivesse optima e mais esperta do que uma alface acabada de colher.
Começamos as sopas. Batata, cenoura e cebola. Não foi um espanto mas foi andando.
Pouco depois a T. começou a tossir muito sempre que lhe davamos a sopa, tossia no decorrer da refeição, espirrava e tossia até mais não e depois vomitava.
Vomitou quase todas as vezes, a maior parte delas com a sopa e algumas, não tantas, com a papa.
Aos 5 meses continuava com o peso no 25, embora o comprimento esteja sempre no 90. A médica continua sem gostar e manda duas refeições de sopa e fruta por dia.
Fruta a T ainda gosta menos, seja cosida ou crua. Não vai. A sopa continua a ser vomitada quase refeição sim.
A mãe (eu) zanga-se e entra em stress. Afinal que mãe é que gosta de ver a sua criança a vomitar constantemente as refeições?
Relutante passa ao plano B. Sopa no biberon. A T vê o biberon e manda-se à coisa com unhas e dentes... até perceber que não tem leite. Nada feito, nem mais uma gota.
Passam uns dias e a mãe, ainda em desespero que as mães são, por definição, de desespero fácil (pobres pais), resolve misturar a sopa no leite. Resulta a primeia vez porque a T estava esganada de fome. Depois já não resulta, mesmo cheia de fome não come e chora até adormecer de cansaço.
A mãe desiste por tempo indeterminado e passa directamente às papas. A T estava a ficar magrinha (ainda bem que a pediatra não a viu neste intervalo) Passamos a duas refeições de papa, uma de iogurte com bolacha e fruta que de tão escondida ela come bem, e uma de leite.
Não houve mais tosse, nem espirros, nem vómitos. Bebé feliz e de barriguinha cheia, sorridente mas sem dentes, e simpático como só ela pode ser. Mãe feliz, passa o desespero e o pai já pode respirar de alivio que a mãe voltou a ser o bichinho afável de sempre.
Consulta dos 7 meses na pediatra. O pânico! Bebé não pode estar só com proteína do leite. Bebé com peso no percentil 25 e comprimento no percentil 90, que se senta sozinha e quase que se põe em pé, que rebola e se chateia porque por mais que mexa as pernas e os braços ainda não vai a lado nenhum, mas que não tem um único dente, não pode beber só leite.
A mãe explica que bebé não come. Bebé fecha a boca e não abre mais, bebé chora muito, bebé vomita tudo se insistimos. Pediatra não entende que bebé tem vontade própria. Não há como abrir aquela boca nem como deixar ficar a sopa no estomago. Pediatra não quer saber se eu, mãe, consigo assistir impávida e serena ao espectaculo de ver o meu bebé a vomitar toda a sopa que lhe enfio na boca.
Base de entendimento: nada de sopa. Puré de qualquer coisa com carne (boa! isso se ela abrir a boca)
Primeira tentativa: puré de feijão branco com carne (pato)
round 1: entrou metade do prato; saiu tudo o que entrou e ainda (sim e ainda!) um bocado do leite do lanche!
round 2: entrou quase todo o prato; não saiu nada.

Fiquem por favor ligados para as cenas dos próximos episódios. E se por acaso se cruzarem comigo e acharem que o meu cabelo está ligeiramente mais claro fiquem a saber que pode muito bem ser do sol, e não terá nada a ver com o facto desta minha filha se recusar a ser um bebé comilão como a irmã. 

Pensamento do dia...

16 de junho de 2011

Workshop de FIMO para Bijuteria LISBOA TELHEIRAS

Sábado, dia 18 vai decorrer em Telheiras um workshop de iniciação ao FIMO para bijuteria.
Quem estiver interessado pode mandar-me um mail.
É promovido por uma loja em telheiras e é o primeiro numa fase de arranque, mas vale a pena porque as pessoas são muito simpáticas e nesta loja vão encontrar todos os materiais de que precisam para fazerem muitas coisas.
A foto é daqui 

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