Comemoramos pela primeira vez o teu aniversário. Não estranhaste porque ainda à dias foi a vez da tua irmã, por isso a agitação, as luzes apagadas e as velas acesas não te meteram medo. Esboçaste mesmo um sorriso quando percebeste que era para ti que a tua familia cantava e quando, por fim venceste a timidez, olhaste bem para cada um deles a cantar e a sorrir de olhos postos em ti. Quiseste agarrar a chama da vela, porque te intrigou. Nisso sais a mim.
Não achaste grande graça aos embrulhos, mas como tens de ser diferente em tudo, achaste mesmo graça ao que estava dentro dos embrulhos. Quando desembrulhaste a prenda que a madrinha da tua irmã te ofereceu, olhaste para trás, e de olhos nos meus olhos abriste um sorriso bestial. Só podemos tentar adivinhar o que te passou na cabeça, mas acredita que este momento ficará para sempre em mim.
Com um ano és absolutamente diferente da tua irmã, a única coisa em que são iguais é na rapidez com que quiseram andar e tu já andas bem, apesar de não te quereres aventurar a andar sozinha. Não és particularmente mariquinhas embora sejas mais mimalha que a tua irmã, mas não és de grandes aventuras, excepto quando te atiras da cama.
Ainda assim estás sempre a palrar, e no carro cantas com o rádio. Na outra noite acordaste a meio da noite, e por acaso calhou a tua irmã ter um pesadelo e chorar no quarto ao lado. Ficaste aflita e fizeste aquele som de quem está a chamar e a perguntar ao mesmo tempo. Fui ter com a Mafalda e enquanto a acalmava ainda te ouvia a chamar por ela. Fiquei com as lágrimas nos olhos e apeteceu-me apertar-vos bem contra mim e ficar assim para sempre.
Começas a ter ciúmes da tua irmã (e não ao contrário!) embora ela não se aperceba porque está sempre nas excitações dela. Mas eu vejo a forma como tu a vais empurrando quando ela se vem agarrar a mim, e a tua expressão quando ela vem para o meu colo ou me abraça.
Para ti eu sou o teu mundo, e fazes questão de me mostrar que é assim. Continuas a ter a expressão mais doce quando te mimo, e quando te dou beijinhos fechas os olhos e sorris, sempre foi assim.
Não tens medo da água e achas graça ao chuveiro, tentas com as tuas mãos apanhar a água que sai tão direitinha de lá, mas por uma razão que tu não entendes, a água muda de forma e escorrega, e deixa rapidamente de ser como tu a vês.
Não tens medo da água e achas graça ao chuveiro, tentas com as tuas mãos apanhar a água que sai tão direitinha de lá, mas por uma razão que tu não entendes, a água muda de forma e escorrega, e deixa rapidamente de ser como tu a vês.
Estás a deixar de ser bebé e vou dizer-te que isso me assusta um bocadinho, mas por outro lado, tenho muita curiosidade de te ver crescer, pela amostra vai bem valer a pena.

1 comentário:
beautiful little one.
Karen
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