7 de junho de 2011

O mesmo estilo mas num registo diferente

Não sou dada aos ballets, nem aos cor-de-rosas sem fim. Mas a mãe da Catarina gosta de ballet, gosta muito de ballet, e creio que gostaria muito de ver a pequena Catarina, em grande, a ser uma grande bailarina. Pode ser que sejam também esses os planos da Catarina e do poder criador. Veremos.
Até lá fica uma T-shirt pintada com uma bailarina para a pequena Catarina.
O desafio foi grande, primeiro achar o desenho certo e depois fazê-lo resultar numa t-shirt para uma menina tão pequenina.
Deu para me surpreender a mim própria e apesar do imenso cor de rosa, ficou linda.

6 de junho de 2011

Ainda nas tintas

Estou quase a acabar o stock de t-shirts para as meninas, minhas e de outras mães.
Esta é para a Carolina mas ela ainda não sabe, nem a mãe dela.
Espero que gostem. Eu adorei o resultado e ficou mesmo como eu a idealizei.

23 de maio de 2011

Actualização merecida

Coisas de ser segunda filha é ter, em regra, muito menos fotografias que a primeira. Não é menos amor ou menos interesse ou menos orgulho. É simplesmente menos tempo.
Assim, e já que o pai lhe conseguiu captar esta expressão doce e linda, deixo-vos aqui uma actualização merecida da Teresa, agora com 6 meses e 9 dias.
Filha, se estivesses mesmo aqui à minha frente enchia essa tua bochecha fofa de beijocas...

21 de maio de 2011

A prenda do André

Ainda não tinha tido tempo de mostrar a prenda do André. Fizemos (eu e a Mafalda) mais uma bolsinha para os carrinhos dos meninos. É diferente e original e muito fácil de fazer. A oportunidade de fazermos este trabalho juntas só me convenceu, ainda mais, de que ela, um dia vai ser chefe. Não sei bem do quê mas ela tem jeito para mandar e para por tudo na ordem a trabalhar. Eu ia fazendo as coisas e ela perguntava de tempo a tempo (de muito pouco tempo a muito pouco tempo) se já estava pronto, mas em tom de quem diz "então isso sai ou fica para o natal?".
Lá saiu, em menos de uma hora e mesmo a tempo da festa de anos do André. Tão gira e tão diferente da do Afonso.
 

19 de maio de 2011

Vaidades

O regresso ao trabalho, depois de 6 meses em casa, foi dificil. Também para elas. A Mafalda, habituada a rotinas bem mais ligeiras e a uma mãe bem mais disponivel estranhou. Estranhou também, porque 6 meses nesta idade fazem toda a diferença, que a mãe passasse a usar com alguma frequencia maquilhagem. Até aqui a coisa tinha-lhe passado despercebida até porque já há muito tempo que eu não a usava. Mas como o regresso ao trabalho foi, como se costuma dizer, em cheio, com muitas daquelas reuniões importantes e com uma auditoria interna de 2 semanas em que a cara da empresa fui eu, tornou-se necessário voltar a mexer na caixinha da maquilhagem, para apagar a cara de quem não dorme hà anos.
Para a Mafalda foi o máximo ver a mãe a pintar-se. Para ela a maquilhagem é em tudo igual às tintas dela que ela adora e por isso foi dificil explicar-lhe a diferença. Ainda assim prometi-lhe que lhe "pintava a cara" e até a deixei um bocadinho à vontade com as minhas coisas para ela se expressar. O resultado foi engraçado e só a alegria dela bastou para ter tornado o momento compensador. Afinal ela é vaidosa.
A expressão é impagável!

Vou dizendo a mim mesma que tenho duas filhas meninas e que um dia hei-de ter duas filhas mulheres. Vou começando agora o doloroso processo de me mentalizar...

16 de maio de 2011

Dos 6 meses

O tempo passa sem quase me dar conta. O meu bebé já fez seis meses e está linda. Às vezes ainda olho para elas e ainda me pergunto que milagre é este que me acontece todos os dias. Acho que vai ser sempre assim. Vou olhar sempre para elas e achar-me a mais sortuda das mulheres na terra porque estes meus tesouros são únicos. Da Teresa hà a dizer que me ensinou uma outra maneira de ser mãe, mais serena e mais calma. A Mafalda terá de carregar sempre a cruz de ser a primeira e com ela terei sempre o coração aos saltos cada vez que uma coisa nova acontecer.
São muito diferentes, não só fisicamente, também por serem filhas de dois pais diferentes, mas também ao nivel dos comportamentos e das competências. São tão unicas mas é quase sempre impossivel não comparar a Teresa com a Mafalda quando tinha a mesma idade.
A Mafalda sempre foi muito má para dormir mas em compensação não deu trabalho nenhum quando começou a comer. Já a Teresa dorme o que lhe deixam mas comer não é com ela. Nunca limpei tanto vomitado em tão pouco tempo e não lhe falem em fruta porque ela não quer nem saber dela.
A Teresa sorri sempre, por tudo e por nada sorri. Pulula quando me vê ou quando vê o pai, dorme como um anjo sempre que a deitamos no meio de nós e às vezes olha para mim como se estivesse a ver não sei bem o quê, mas fica com aqueles olhinhos brilhantes a dizer és o meu tudo e eu retribuo porque também ela é o meu tudo.
Estranho isto de ser  mãe de duas porque o meu mundo não existe sem as duas, mas cada uma delas é em si o meu mundo. Dificil de explicar mas fácil de sentir.
A Teresa fecha os olhos e sorri quando lhe damos beijinhos, o que me faz ter sempre muita vontade de a encher de beijocas e adora quando lhe fazemos macacadas e a pomos de cabeça para baixo.
A Teresa adora a Mafalda e a Mafalda adora a Teresa, estão na fase de se conhecerem mas respondem muito bem aos estimulos uma da outra.
A Teresa é um daqueles bebés que nos dá vontade de ter outro e depois mais outro e encher a vida de pessoas pequeninas tão doces e simpáticas como ela.
A Teresa não gosta de ir ao médico. A Mafalda adora. A Teresa chora quando a médica lhe pega, e acho que já sabe quando vai à vacina.
A Teresa palreia muito e é tão observadora como era a irmã.
A  Teresa fez ontem 6 meses mas é como se sempre tivesse feito parte de mim.

25 de abril de 2011

Da Páscoa

Este ano a Páscoa foi muito diferente dos outros anos. Primeiro porque os pequenos já estão um pouco menos pequenos e enchem a casa com as suas patetices. Segundo porque contou com algumas ausências a que não estavamos habituados. Terceiro porque aproveitámos a desculpa da crise para optimizarmos a logistica do Domingo de Páscoa, embora não tenhamos sido completamente bem sucedidos. O que interessa é que foi, talvez o melhor dia de Páscoa de que me lembro.
Tradicionalmente, na nossa mesa existe sempre um ninho de Páscoa. Tradicionalmente comprado sempre na mesma pastelaria. Tradicionalmente sempre igual. Tradicionalmente ninguém o come. Serve só como elemento decorador, ao bom estilo da árvore de natal mas na versão pascoal.
Este ano resolvi convencer os restantes a não comprar o tal ninho e a deixarem-me fazê-lo. Estava com vontade de experimentar o tão famoso bolo RED VELVET, tradicional dos estados do sul dos EUA. E como ando com o bicho da decoração de bolos imaginei logo como haveria de ficar. E foi por mãos à obra e ver a obra a nascer.
 Se de aspecto estava bom, acreditem que de sabor estava ainda melhor. O Red Velvet é um bolo muito diferente dos nossos bolos. Não é um bolo que satisfaça todas as bocas porque o seu sabor é muito caracteristico. Predomina essencialmente o sabor das natas acentuado pelo queijo ligeiramente cortado pelo cacau. É um bolo impressionante para uma ocasião especial, e se têm por aí bocas golosas que gostam bem do sabor das natas então este é um bolo a fazer.
Agora digam lá, não tem aspecto de um bolo de perdição?!

17 de abril de 2011

16 de abril de 2011

Um hospede (In)desejado

Este é o nosso novo hospede. É o HHV3 (Human Herpes Virus 3), é um virus comum pertencente à familia das 5 doenças pediátricas que causam exantema. A 5ª doença ela já teve e esta como é causada pelo HHV3 deve corresponder à terceira, digo eu. Faltam 3, estamos quase despachadas! Este virus é também chamado virus varicela-zoster, porque para além da varicela na infância é também responsável por uma doença chamada zona que occorre em todas as idades, sendo que normalmente está associada à 3ª idade, mas isto é a regra. Este virus não desaparece na sua totalidade do organismo apesar de causar imunidade permanete. A verdade é que este é um virus que fica permanentemente alojado, num estado latente, nas terminações nervosas do sistema nervoso periférico, o seu alvo preferencial, podendo em qualquer altura voltar a desenvolver-se causando então a zona.
É, como as restantes doenças altamente contagiosa sendo que as vias preferenciais de entrada no hospedeiro são pela laringe e pela mucosa ocular. É transportado por via aerea e dessimina-se através da saliva e das secreções respiratórias bem como pelo contacto com o liquido das lesões cutâneas. No nosso país é particularmente incidente no Inverno e na Primavera.
O periodo de incubação da doença é geralmente de 14 a 16 dias, podendo variar, o que quer dizer que a criança pode já ter contraido a doença sem que os primeiros sintomas se mostrem. No caso da Mafalda hà dois meses que os meninos da sala têm vindo a adoecer mas ela foi a ultima, só sobraram 2 e estes dois foram vacinados contra a doença. Depois lá aparece a febre e as lesões cutâneas semelhantes a bolhas de água de dimensões e formas irregulares, que são geralmente mais frequentes no couro cabeludo, face e no tronco podendo ainda alastrar aos membros. É também possivel ques as mucosas do palato, a faringe e a laringe, as palpebras  e os genitais sejam atingidos.  
Uma pessoa infectada com varicela é contagiosa desde 2 dias antes dos primeiros sintomas se revelarem até que todas as bolhas tenham secado completamente. Durante os primeiros 4 a 5 dias podem surgir novas bolhas enquanto as primeiras vão secando.
Para além das borbulhas que provocam muita comichão a varicela é geralmente acompanhada de febres entre os 38-39ºC.
Actualmente é comum a toma de antivirais especificos como o aciclovir para combater a infecção diminuindo a intensidade do ataque mas nem sempre a duração deste, e de anti-estaminicos para aliviar a comichão. A febre deve ser controlada com antipiréticos analgésicos, em especifico o paracetamol. Os banhos frequentes com soluções hidratantes é também uma grande ajuda para aliviar a comichão.
A pior coisa desta doença é talvez a comichão que provoca, para além de poder vir a deixar marcas permanentes na pele hà o risco de infectarem causando depois algumas complicações. De resto é só manter a febre controlada, a criança muito hidratada e em repouso para que o sistema imunitário consiga rápidamente combater a intrusão, e as mãos longe das feridas e dos olhos.
Se não houver outras complicações no máximo em 10 dias estamos despachadas disto.
Resta saber se a Teresa está ou não infectada com este nosso "amigo". Existem algumas evidencias de que até aos 6 meses os bebés ainda têm a chamada imunidade placentária, mas parece haver algumas excepções. Eu preferia que ela apanhasse um pouco mais tarde, e se podesse escolher diria antes da escola primária para não ter de perder estes dias todos de aulas. Por sorte a Mafalda apanhou nas férias da Páscoa o que quer dizer que não haviam actividades nem natação.
E com isto tudo deveria ter regressado ontem ao trabalho uma vez que a licença de maternidade acabou, mas fico em casa de baixa mais uns dias até que a Mafalda esteja em condições de voltar a sair à rua. Há quem diga que ela foi minha amiga mas a verdade é que consigo pensar em formas melhores de passarmos tempo juntas.
Passa rápido, é o que tenho dito a mim mesma.
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