16 de maio de 2011

Dos 6 meses

O tempo passa sem quase me dar conta. O meu bebé já fez seis meses e está linda. Às vezes ainda olho para elas e ainda me pergunto que milagre é este que me acontece todos os dias. Acho que vai ser sempre assim. Vou olhar sempre para elas e achar-me a mais sortuda das mulheres na terra porque estes meus tesouros são únicos. Da Teresa hà a dizer que me ensinou uma outra maneira de ser mãe, mais serena e mais calma. A Mafalda terá de carregar sempre a cruz de ser a primeira e com ela terei sempre o coração aos saltos cada vez que uma coisa nova acontecer.
São muito diferentes, não só fisicamente, também por serem filhas de dois pais diferentes, mas também ao nivel dos comportamentos e das competências. São tão unicas mas é quase sempre impossivel não comparar a Teresa com a Mafalda quando tinha a mesma idade.
A Mafalda sempre foi muito má para dormir mas em compensação não deu trabalho nenhum quando começou a comer. Já a Teresa dorme o que lhe deixam mas comer não é com ela. Nunca limpei tanto vomitado em tão pouco tempo e não lhe falem em fruta porque ela não quer nem saber dela.
A Teresa sorri sempre, por tudo e por nada sorri. Pulula quando me vê ou quando vê o pai, dorme como um anjo sempre que a deitamos no meio de nós e às vezes olha para mim como se estivesse a ver não sei bem o quê, mas fica com aqueles olhinhos brilhantes a dizer és o meu tudo e eu retribuo porque também ela é o meu tudo.
Estranho isto de ser  mãe de duas porque o meu mundo não existe sem as duas, mas cada uma delas é em si o meu mundo. Dificil de explicar mas fácil de sentir.
A Teresa fecha os olhos e sorri quando lhe damos beijinhos, o que me faz ter sempre muita vontade de a encher de beijocas e adora quando lhe fazemos macacadas e a pomos de cabeça para baixo.
A Teresa adora a Mafalda e a Mafalda adora a Teresa, estão na fase de se conhecerem mas respondem muito bem aos estimulos uma da outra.
A Teresa é um daqueles bebés que nos dá vontade de ter outro e depois mais outro e encher a vida de pessoas pequeninas tão doces e simpáticas como ela.
A Teresa não gosta de ir ao médico. A Mafalda adora. A Teresa chora quando a médica lhe pega, e acho que já sabe quando vai à vacina.
A Teresa palreia muito e é tão observadora como era a irmã.
A  Teresa fez ontem 6 meses mas é como se sempre tivesse feito parte de mim.

25 de abril de 2011

Da Páscoa

Este ano a Páscoa foi muito diferente dos outros anos. Primeiro porque os pequenos já estão um pouco menos pequenos e enchem a casa com as suas patetices. Segundo porque contou com algumas ausências a que não estavamos habituados. Terceiro porque aproveitámos a desculpa da crise para optimizarmos a logistica do Domingo de Páscoa, embora não tenhamos sido completamente bem sucedidos. O que interessa é que foi, talvez o melhor dia de Páscoa de que me lembro.
Tradicionalmente, na nossa mesa existe sempre um ninho de Páscoa. Tradicionalmente comprado sempre na mesma pastelaria. Tradicionalmente sempre igual. Tradicionalmente ninguém o come. Serve só como elemento decorador, ao bom estilo da árvore de natal mas na versão pascoal.
Este ano resolvi convencer os restantes a não comprar o tal ninho e a deixarem-me fazê-lo. Estava com vontade de experimentar o tão famoso bolo RED VELVET, tradicional dos estados do sul dos EUA. E como ando com o bicho da decoração de bolos imaginei logo como haveria de ficar. E foi por mãos à obra e ver a obra a nascer.
 Se de aspecto estava bom, acreditem que de sabor estava ainda melhor. O Red Velvet é um bolo muito diferente dos nossos bolos. Não é um bolo que satisfaça todas as bocas porque o seu sabor é muito caracteristico. Predomina essencialmente o sabor das natas acentuado pelo queijo ligeiramente cortado pelo cacau. É um bolo impressionante para uma ocasião especial, e se têm por aí bocas golosas que gostam bem do sabor das natas então este é um bolo a fazer.
Agora digam lá, não tem aspecto de um bolo de perdição?!

17 de abril de 2011

16 de abril de 2011

Um hospede (In)desejado

Este é o nosso novo hospede. É o HHV3 (Human Herpes Virus 3), é um virus comum pertencente à familia das 5 doenças pediátricas que causam exantema. A 5ª doença ela já teve e esta como é causada pelo HHV3 deve corresponder à terceira, digo eu. Faltam 3, estamos quase despachadas! Este virus é também chamado virus varicela-zoster, porque para além da varicela na infância é também responsável por uma doença chamada zona que occorre em todas as idades, sendo que normalmente está associada à 3ª idade, mas isto é a regra. Este virus não desaparece na sua totalidade do organismo apesar de causar imunidade permanete. A verdade é que este é um virus que fica permanentemente alojado, num estado latente, nas terminações nervosas do sistema nervoso periférico, o seu alvo preferencial, podendo em qualquer altura voltar a desenvolver-se causando então a zona.
É, como as restantes doenças altamente contagiosa sendo que as vias preferenciais de entrada no hospedeiro são pela laringe e pela mucosa ocular. É transportado por via aerea e dessimina-se através da saliva e das secreções respiratórias bem como pelo contacto com o liquido das lesões cutâneas. No nosso país é particularmente incidente no Inverno e na Primavera.
O periodo de incubação da doença é geralmente de 14 a 16 dias, podendo variar, o que quer dizer que a criança pode já ter contraido a doença sem que os primeiros sintomas se mostrem. No caso da Mafalda hà dois meses que os meninos da sala têm vindo a adoecer mas ela foi a ultima, só sobraram 2 e estes dois foram vacinados contra a doença. Depois lá aparece a febre e as lesões cutâneas semelhantes a bolhas de água de dimensões e formas irregulares, que são geralmente mais frequentes no couro cabeludo, face e no tronco podendo ainda alastrar aos membros. É também possivel ques as mucosas do palato, a faringe e a laringe, as palpebras  e os genitais sejam atingidos.  
Uma pessoa infectada com varicela é contagiosa desde 2 dias antes dos primeiros sintomas se revelarem até que todas as bolhas tenham secado completamente. Durante os primeiros 4 a 5 dias podem surgir novas bolhas enquanto as primeiras vão secando.
Para além das borbulhas que provocam muita comichão a varicela é geralmente acompanhada de febres entre os 38-39ºC.
Actualmente é comum a toma de antivirais especificos como o aciclovir para combater a infecção diminuindo a intensidade do ataque mas nem sempre a duração deste, e de anti-estaminicos para aliviar a comichão. A febre deve ser controlada com antipiréticos analgésicos, em especifico o paracetamol. Os banhos frequentes com soluções hidratantes é também uma grande ajuda para aliviar a comichão.
A pior coisa desta doença é talvez a comichão que provoca, para além de poder vir a deixar marcas permanentes na pele hà o risco de infectarem causando depois algumas complicações. De resto é só manter a febre controlada, a criança muito hidratada e em repouso para que o sistema imunitário consiga rápidamente combater a intrusão, e as mãos longe das feridas e dos olhos.
Se não houver outras complicações no máximo em 10 dias estamos despachadas disto.
Resta saber se a Teresa está ou não infectada com este nosso "amigo". Existem algumas evidencias de que até aos 6 meses os bebés ainda têm a chamada imunidade placentária, mas parece haver algumas excepções. Eu preferia que ela apanhasse um pouco mais tarde, e se podesse escolher diria antes da escola primária para não ter de perder estes dias todos de aulas. Por sorte a Mafalda apanhou nas férias da Páscoa o que quer dizer que não haviam actividades nem natação.
E com isto tudo deveria ter regressado ontem ao trabalho uma vez que a licença de maternidade acabou, mas fico em casa de baixa mais uns dias até que a Mafalda esteja em condições de voltar a sair à rua. Há quem diga que ela foi minha amiga mas a verdade é que consigo pensar em formas melhores de passarmos tempo juntas.
Passa rápido, é o que tenho dito a mim mesma.

2 de abril de 2011

To Do

Para já são 5, prontas para verem tinta. No armário estão as restantes, nem sei bem quantas...
5 ready to be painted. A few more are still in the closet waiting for they time.

Onde é que eu já ouvi isto antes...

Logo de manhã a Mafalda resolveu presentear-nos com mais um dos seus grandes momentos. Ainda estavamos no quarto e deviamos estar a negociar qualquer coisa que já nem me lembro bem o que era e ela encosta-se à janela e diz-me assim:
- Mãe, eu vou dizer-te como é que é: Eu faço aquilo que eu quero e tu fazes aquilo que tu queres.
Lá veio a conversa do fazes aquilo que tu queres quando tiveres o teu dinheiro e a tua casa... Foi uma derivação do velho "vives na minha casa, vives pelas minhas regras"... Oh, céus... nunca pensei que me calharia a mim este discurso e ainda menos começá-lo 3 anos depois dela ter nascido...
Isto vai bem, vai... Vai muito bem...

31 de março de 2011

E deixa de haver canetas à solta na minha mala



Ontem a Teresa foi uma menina boa, tão boa que eu consegui, finalmente, fazer um estojo para mim. Com muitas interrupções e muitos intervalos mas ficou feito, tudo no mesmo dia, o que só por si já é um feito!
A parte dificil foi enfrentar os meus tecidos e achar a "minha" combinação mas assim que encontrei estes Amy Butler soube que era esta. estavam guardados já à um tempo à espera do projecto ideal e acho que neste resultaram lindamente.
Yesterday, Teresa was a good girl, so good that I finally could make a pen case for me. With many interruptions and many intervals but was done in the very same day, which in itself is already an achievement!

The hard part was facing my fabric stash and find the perfect combination but once I found these Amy Butler knew it was this. They were stored for a long time waiting for the perfect project and I it turn out really well.

30 de março de 2011

As canetas no lugar

Este foi mais um pedido da mesma pessoa. Eu já ando para fazer um para mim e um para a Mafalda hà muito, muito tempo, mas é um daqueles projectos que está naquela minha lista interminável das coisas que quero fazer.
Pelo menos este já está feito e está simples mas com um charme unico. É prático, é fácil de fazer e claro é original e dá uma prenda fantástica, mesmo para crianças. Este é um contraste de ganga leve com uma cambraia estampada.
This was another request from the same person. I've been wanting to make one for myself and onother for Mafalda long, long time, but it's one of those projects listed on my long TO DO list.
At least this is already done and is simple but with a unique charm. It is practical, easy to do and of course is original and makes a fantastic gift, even for children. This one is made with a light denim and a chambray print.

28 de março de 2011

Um pedido especial e...

Para uma menina muito especial que está a dias de seguir para a fase seguinte da vida, uma malinha para levar o almoço e um saquinho para os talheres, a pedido dela e escolhido por ela.
Mais uma vez o plástico é forrado a tecido e comprei-o na Liane na rua dos fanqueiros.
Tenho de ver se arranjo um tempinho para fazer um para mim que as férias estão-se a acabar : )

I made this lunch bag for a special girl as her request. She choose the coated fabric and asked for a litle bag for her tablewear. I must find some time to make one for myself as i will soon be back to work : )
 
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