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13 de outubro de 2009

Leituras #4


Recomendo este livro.
É um romance histórico intrincado que começa com a revolução bolchevista que depôs os czars russos no inicio do século XX e acaba no final da 2ª Guerra Mundial com a libertação do campo de concentração de Auschwitz. É a história de três personagens centrais: uma russa de ascendência nobre que ainda criança é exilada em frança e fica com os seus irmãos para criar e a sua luta pela sobrivivência durante a recessão dos anos 20; Um barão alemão, fotografo de profissão que se envolve na resistência ao regime nazi e por ultimo uma judia proprietária de uma das maiores lojas de modas em Berlim.
É uma grande lição de história contada desde o inicio do século XX até quase a meio deste. O enredo é sedutor ainda que intensamente dramático e as personagens são fascinates.
Acima de tudo recomendo porque são três pontos de vista diferentes: um de quem já viveu uma guerra que marcou profundamente, um alemão que até ao fim do regime de hitler se rebelou e ajudou quem pôde e por ultimo o ponto de vista de um judeu a quem, dia por dia, lhe foi sendo negado cada pequeno bocado do dia a dia. É uma fascinante viagem no tempo que nos ajuda a lembrar a que não pode ser esquecido.
I have read this book and i strongly recommend it. The original title is: Die weissen Lichter von Paris and it's written by Theresa Révay. It's a fascinating historical novel that starts in Russia in the beginning of the 20th century with the bolchevique revolution and ends after the World War II. It's the story of 3 main characters that are connected with each other my the force of destiny. One is a russian girl who is exilated in paris after the revolution, the other is a german photografer and the last is a jewish women that owns a major store in Berlim. It's an ammazing novel that makes us travel in time and remeber what shall not be forgotten.  

5 de junho de 2009

Leituras #3


Muito Bom.
Mais um grande momento de boa disposição! Este é um conceito super engraçado de uma história escrita a 12 mãos, que é como quem diz, escrita por 6 pessoas.
O resultado é um romance que nos prende da primeira à última letra, cheio de reviravoltas e intriga, quase sempre inesperado e com um humor absolutamente contagiante. Tive alguns bons ataques de riso no meio do metro! Mas haverá melhor forma de começar o dia?!
Este livro é o 4º do género mas diferente dos outros por ser só escrito por mulheres. Os 3 anteriores foram escritos por grandes escritores homens e mulheres e por assim ter sido o caos é ainda maior, porque a verdade é que a maneira como homens e mulheres veêm as coisas é bastante diferente.
Deixo então de sugestão não só este mas os anteriores. Não seguem a mesma história, seguem apenas o mesmo conceito de escrita.
A não perder: Novos mistérios da estrada de sintra; o código de Avintes (absolutamente genial!) e Eça agora - os herdeiros dos Maias (que ainda não li mas estou deserta de ler!)

2 de junho de 2009

Leituras #2

Muito Bom.
Mário Zambujal tem um estilo muito caracteristico e inconfundivel.
Tem esta maneira simples de transpor para palavras coisas insólitas e quotidianas mas de uma forma quase sempre hilariante.
Este é um romance ligeiro onde a acção se passa num único final de tarde entre recordações da vida de lisboa dos anos 50.
É espectacular e vale a pena ler.
Dele já li também o À noite logo se vê e as Histórias do fim da rua. Recomendo qualquer deles.

27 de maio de 2009

Leituras #1

Excelente!
Já me estava a fazer falta um bom livro e passou tempo demais desde o ultimo saramago que li.
É talvez o mais polémico escritor português e admiro-o pela sua capacidade de ser autêntico e verdadeiro nas suas convições.
Ouço dizer muitas vezes que saramago é dificil de ler.
Para mim saramago é como o vinho tinto. Aprende-se a gostar, e uma vez lá é impossível viver sem a sua presença.
A sua capacidade de imaginação é genuina e faz-nos viajar em mundos que têm tanto de plausiveis como de fantásticos.
Esta viagem do elefante não é excepção. É um romance histórico passado no reinado de carlos I, que resolve oferecer ao seu cunhado, maximiano o arquiduque da aústria o elefante salomão trazido dois anos antes da india.
A viagem inicia-se em Lisboa, com o elefante salomão e o seu cornaca (tratador do elefante) de seu nome subhro, e acaba em Viena com muitos acidentes de percurso e uma mudança de nome: salomão passa a solimão e subhro a fritz.
É delicioso e lê-se lindamente. Não dei por falta de virgulas nem de pontos nem de nada disso. Mas se calhar é de eu ser assim um bocadinho para o acelerada e ler tão depressa como falo.
Este não fica aquém dos outros saramagos que já li: ensaio sobre a cegueira, evangelho segundo jesus cristo e memorial do convento.
Sendo que este ultimo é de todos o meus preferido. A história da blimunda sete sois e do baltazar sete luas é linda, fugindo sempre à vulgaridade das histórias de amor.
Diria mesmo que é a melhor história de amor que li até hoje mas tenho de admitir que compete por esse lugar com a história do amor em tempos de cólera do senhor Garcia Marquez.

24 de abril de 2009

Ainda a maternidade...



Para ler, reler, reflectir, interiorizar...

...e depois rotinizar :)


que é como quem diz, aplicar naturalmente como forma de estar e pensar.

Faz todo o sentido.











Esta foto é de Rineke Dijkstra, Julie, Den Haag, Netherlands, February 29 1994, 1994

Permite várias reflexões... A mim lembra-me um dia único e olho para esta foto e vejo-me lá, as enfermeiras, as sensações, a minha menina já no meu peito, o cheiro, aquele calor, os olhos dela nos meus...
Faz-me viajar.
A não perder este e este, dois artigos que assino e subscrevo, para quê repetir?!
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